Dental SPA

Carbono Ativado Versus Clareamento Dental. As Evidências Científicas.

De outubro 30, 2019junho 22nd, 2020Sem Comentários

Nota de Esclarecimento à População

Inúmeros vídeos, postagens e matérias em blogs têm colocado em evidência uma nova fórmula rápida e fácil para clarear os dentes: o uso do carvão ativado! Deste modo, o Conselho Regional de Odontologia, secção Pernambuco, vem apresentar as evidências científicas relacionadas a este assunto.

O carvão ativado é um pó de colocação negra que se caracteriza por apresentar uma grande propriedade absortiva, no entanto, os seus relatos na Odontologia são escassos e revelam que a sua aplicação não está baseada em evidências científicas. Ou seja, não foram realizados testes e também não existem protocolos publicados em literatura específica que oriente o seu uso.

Apesar disso, nos países do Sudeste Asiático existem escovas de dente que incorporam o carvão ativado em cerdas da escova de dente, através de um processo industrial. Ainda assim, a adição do carvão ativado tem a finalidade de reduzir a contaminação nas cerdas, fato este que, igualmente, ainda não possui comprovação científica. Em um estudo realizado na Malásia, no qual os indivíduos pesquisados empregavam o carvão ativado como forma de higienização dentária, observou-se que todos os pacientes apresentavam graus distintos de desgaste na face externa dos dentes.

Diante do exposto, reforça-se o cuidado em relação às fórmulas milagrosas publicadas na internet. O carvão ativado ao ser aplicado sobre os dentes pode promover desgate da estrutura dentária, podendo culminar em eventos de sensibilidade e dor dentinária. Além disso, as restaurações estéticas podem sofrer pigmentação ao entrarem em contato com o carvão ativado.

Assim, antes de submeter os seus dentes e a sua boca a qualquer tratamento empírico, consulte o seu dentista, ele será o profissional mais indicado para lhe fornecer as orientações adequadas ao seu melhor cuidado.

Fábio Barbosa de Souza
Mestre em Clínica Integrada
Doutor em Dentística
Professor de Biossegurança da Universidade Federal de Pernambuco

Data publicação: 05/08/2016

Fonte: Conselho Regional de Odontologia de Pernambuco

Link original: https://www.cro-pe.org.br/noticia.php?idNot=1140